Quase dois anos após o crime que chocou Ituiutaba, processo de julgamento dos suspeitos ainda está em andamento.
Quase dois anos depois da morte da gestante Greiciara Belo Vieira, em Ituiutaba, o julgamento de quatro dos seis réus envolvidos no caso ainda não tem data marcada. Os acusados seguem presos preventivamente enquanto suas defesas recorrem a instâncias superiores para tentar anular ou modificar o processo.
Greiciara, que estava grávida de nove meses, foi sequestrada em Uberlândia e levada à zona rural de Ituiutaba, onde foi dopada e submetida a um procedimento para retirada do bebê, segundo a perícia, enquanto ainda estava viva. O crime foi planejado para roubar a criança e entregá-la a Shirley de Oliveira Benfica, apontada como mandante do assassinato. Ela teria simulado uma gravidez para o namorado e buscava manter a farsa com o roubo do bebê.
A guarda definitiva da criança foi concedida à avó materna após exame de DNA comprovar o parentesco. Enquanto isso, o Tribunal de Justiça de Minas Gerais analisa recursos especiais apresentados pelas defesas dos quatro réus que ainda aguardam julgamento, para decidir se os casos seguem para os tribunais superiores.
Já as travestis Lucas Matteus da Silva e Jonathan Martins Ribeiro de Lima, conhecidas como Mirela e Yasmin, foram condenadas por homicídio quadruplamente qualificado e cumprem pena no presídio de Ituiutaba. Os outros acusados, incluindo Shirley, Jacira Santos de Oliveira, Michel Nogueira de Oliveira e Luís Felipe Morais, seguem recorrendo da sentença, buscando a absolvição ou a mudança da competência do júri.
As defesas alegam falta de provas suficientes para participação no crime e pedem a revogação da prisão preventiva ou a impronúncia dos clientes, enquanto aguardam a tramitação dos recursos que podem definir os próximos passos do processo.
