Em encontro de três horas em Washington, Lula disse a Trump que prefere discutir fatos e evitar guerra, enquanto negociações sobre tarifas avançam.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou nesta sexta-feira (8) que, durante a reunião com o ex-presidente dos EUA Donald Trump na Casa Branca, deixou claro que não deseja uma guerra com ele, mas sim uma relação pautada pela discussão de fatos e respeito mútuo.
O encontro, realizado na quinta-feira em Washington e que durou cerca de três horas, abordou temas como comércio e a exploração de terras raras. Lula destacou que criticou o aumento tarifário aplicado pelos Estados Unidos ao Brasil, classificando-o como um equívoco, especialmente porque a balança comercial entre os países é favorável aos americanos.
Para resolver as divergências sobre preços e tarifas, Lula mencionou a criação de um grupo de trabalho bilateral que deve ajustar esses detalhes em até 30 dias. Ele ressaltou que a próxima conversa pode ocorrer por telefone, sem necessidade de nova viagem.
Além das questões comerciais, o presidente brasileiro afirmou que o Brasil está aberto a debater outros assuntos com os EUA, incluindo big techs, plataformas digitais e combate ao crime organizado. Para Lula, a maturidade dos dois líderes, ambos com 80 anos, reforça a importância de decisões pragmáticas e focadas no futuro.
Ao avaliar a relação com os Estados Unidos, Lula destacou a importância do respeito próprio para conquistar respeitabilidade internacional e afirmou estar tranquilo quanto ao diálogo com o país. Ele também garantiu que o Brasil manterá relações comerciais ativas com outras potências, como China e Alemanha.
