Marilson Roseno da Silva, alvo da 6ª fase da Operação Compliance Zero, seguia recebendo dados vazados mesmo detido.
O policial federal aposentado Marilson Roseno da Silva, investigado na 6ª fase da Operação Compliance Zero, continuava a receber informações sigilosas mesmo após ser preso, conforme apontado em decisão do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal (STF).
As apurações indicam que Marilson exercia papel central no grupo conhecido como “A Turma”, responsável por intimidar pessoas e obter ilegalmente dados de investigações para favorecer Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master.
A Polícia Federal destacou que, mesmo detido, Marilson manteve comunicação com integrantes do grupo fora da prisão, recebendo relatórios sobre diligências policiais em andamento. Essa situação evidencia a existência de uma rede ativa que atuava para monitorar, intimidar e acessar informações sigilosas.
Além disso, o ex-policial aposentado recebia ordens do núcleo principal da organização criminosa e coordenava ações operacionais, sendo o elo entre os mandantes e os executores das atividades ilegais.
Até o momento, a defesa de Marilson não foi localizada para comentar o caso.
