Dados oficiais mostram aumento de 14% nas recusas de entrada de brasileiros na UE em 2025, com Portugal e Irlanda liderando os casos.
Em 2025, quase 3 mil brasileiros tiveram a entrada negada nas fronteiras da União Europeia (UE), conforme dados do Eurostat. Ao todo, foram 2.910 recusas, sendo 2.690 em aeroportos, 180 em fronteiras terrestres e 40 em portos marítimos. Esse número representa um aumento de 14% em relação a 2024 e é o maior desde 2019.
O Brasil ocupa o 12º lugar entre os países com mais cidadãos barrados na UE. Portugal e Irlanda concentraram mais da metade dessas recusas, com 750 e 725 casos, respectivamente. Em Portugal, brasileiros foram a nacionalidade mais barrada, enquanto na Irlanda ficaram em segundo lugar, atrás dos albaneses.
Entre os motivos para a recusa estão problemas com visto, falta de comprovação de recursos financeiros, uso de documentos falsos ou irregulares e presença em listas de alerta por ameaças criminais ou terroristas. Mais de um terço dos brasileiros barrados (1.085) teve o motivo da estadia considerado injustificado, e 645 foram impedidos por portarem vistos ou permissões falsas.
Na UE como um todo, as recusas nas fronteiras aumentaram 7,1% em 2025, totalizando 132,6 mil casos. A maioria das recusas ocorreu nas fronteiras terrestres (53,9%), seguida pelas aéreas (43,1%) e marítimas (3%). Os maiores números nas fronteiras terrestres foram registrados na Polônia, Croácia e Romênia. Já a França liderou as recusas nas fronteiras aéreas, seguida por Espanha e Alemanha. Na fronteira marítima, a Itália teve mais casos, seguida por França e Grécia.
Além das recusas nas fronteiras, também houve aumento na detecção de indocumentados dentro dos países membros (21,7%) e nas ordens de deportação (20,9%). A Alemanha liderou a detecção de indocumentados, seguida por França, Itália, Grécia e Espanha. As nacionalidades mais afetadas foram argelina, afegã, marroquina e ucraniana. No total, 135,4 mil pessoas foram deportadas da UE em 2025, com brasileiros representando 3.050 casos, cerca de 2% do total.
