Parque Nacional de Tayrona enfrenta ameaças de grupos paramilitares que afetam comunidades indígenas e comércio local.
O Parque Nacional de Tayrona, famoso por suas águas cristalinas e paisagens naturais no litoral caribenho da Colômbia, enfrenta uma grave crise de segurança. Grupos paramilitares controlam áreas estratégicas, intimidando comerciantes, guardas-parques e povos indígenas que vivem na região.
Localizada na Sierra Nevada de Santa Marta, a área é uma das mais visitadas do país, com mais de 873 mil turistas em 2025. No entanto, visitantes e moradores convivem com a presença das Autodefesas Conquistadoras da Sierra Nevada (ACSN), uma facção que domina rotas do narcotráfico e impõe o terror na população local.
Em resposta à escalada da violência, o governo colombiano, liderado pelo presidente Gustavo Petro, fechou temporariamente o Parque Tayrona para proteger turistas e trabalhadores, além de tentar conter as ações ilegais como extorsões e desmatamento. Guardas-parques relatam ameaças constantes devido ao enfrentamento com essas organizações criminosas.
As comunidades indígenas da região, como os povos arhuacos e koguis, considerados guardiões de conhecimentos ancestrais reconhecidos pela Unesco, vivem sob forte pressão. Segundo líderes locais, o controle armado afeta diretamente seus modos de vida tradicionais, agravado pela disputa entre os grupos paramilitares e o cartel do Clã do Golfo, que tenta expandir seu domínio na região.
Além do impacto humano, a violência prejudica o turismo, atividade vital para a economia local. Empresários do setor relatam queda no número de visitantes devido à má reputação da área, o que compromete o desenvolvimento sustentável das comunidades e a preservação ambiental.
